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Blog de johnaraujo
 


E já não podemos dizer mais nada

“Um ambiente pequeno e com uma boa música, uma música instrumental. Ao entrar eu vejo uma grande mesa, uma família com uma aparência de felicidade, um adulto levanta e pega uma criança que estava no colo da mãe, deve ser o pai, isto para que a senhora aproxime sua cadeira da mesa e eu possa passar. Agradeço de uma forma cortês, eu passo e meus sobrinhos, mina sobrinha e minha esposa também. Nos, que não não formamos uma família, mas estamos felizes e em diversão sentamos em uma mesa próxima a mesa desta família. Um casal de idosos, um casal de adulto com uma criança e mais um casal que não sabia identificar se eram um casal ou um homem e uma mulher. Chamava atenção a forma com eles conversavam, uma fala tranqüila e feliz. O jantar estava posto, comida boa, vinho na mesa. Era uma mesa composta, talvez três. Na ultima mesa, a que ficava próximo da minha, estava uma mulher. Uma mulher de cor, separada dos outros da mesa. Na parte principal estava a família, todos brancos, na extremidade, quieta e sem falar estava ela, negra e escrava dos senhores brancos...”

Quem escreveu este texto? De qual conto ou romance foi retirado? Bem, parece que foi escrito antes da liberação dos escravos.

Infelizmente, este é um relato que eu acabo de fazer após visitar um restaurante em Natal. Faz poucos dias que nos comemoramos no Brasil o dia do negro, um dia para lembrar a liberação dos escravos. Todavia, este relato é só mostrar que ainda temos escravos e que infelizmente nós não fazemos nada para mudar esta realidade. Agora estou eu aqui escrevendo e denunciando esta situação neste BLOG, mas me sinto triste, pois fui incapaz de me manifestar no momento em que presenciei esta cena. Por que eu não denunciei esta cena em publico? Talvez eu esteja cansado e desiludido. Minha tristeza fica maior quando em minha memória volta a aparecer este belo poema:

 

"Na primeira noite

eles se aproximaram e roubaram uma flor de nosso jardim

e não dissemos nada;

na segunda noite já não se esconderam,

pisaram e mataram o nosso cão

e não dissemos nada.

Até que um dia

o mais frágil deles

entrou sozinho em nossa casa,

roubou-nos a luz e, conhecendo o nosso medo,

arrancou-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer mais nada."

(Vladimir Maiakovsky )



Escrito por johnaraujo às 23h07
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O problema das pesquisas no Brasil

O problema das pesquisas no Brasil

Por H. C. Paes

Não posso falar pelas outras áreas, mas para as ciências da vida, o principal problema no Brasil está na arquitetura dos departamentos, faculdades e laboratórios.

A maior parte das pessoas de fora acha que quem toca a pesquisa são os pós-graduandos, pós-doutorandos e professores, líderes de grupo de pesquisa. Isso é até verdade, mas não são esses profissionais que garantem a continuidade dos projetos de longo prazo.

Deixem-me dar um exemplo. Uma linha de abordagem de uma questão científica importante – especialmente em ciência básica, conhecimento novo – não é assunto para uma tese de doutorado de quatro anos, ou pós-doutorado de dois. Quando uma idéia nova ganha corpo na bancada de experimentos, ela pode gerar frutos durante décadas, e praticamente definir a vida de pesquisa do professor responsável.

Mas os estudantes e pós-doutorandos vêm e vão. Posso citar vários casos de projetos interessantes que foram iniciados por doutorandos ou mestrandos, e abandonados assim que estes concluíram seu período de estudos e foram tocar a vida. O professor, chefe do laboratório, fica na sua sala tendo idéias e redigindo pedidos de fomento, e não pode tocar projetos na bancada. A conseqüência é que, no Brasil, muitos projetos interessantes não ganham corpo por falta de continuidade.

A explicação que encontro – novamente, ressalto que se trata da minha área – é que a arquitetura de pesquisa no Brasil se divide entre generais e recrutas e cabos. Não há tenentes, coronéis e majores. Explico melhor: nos minúsculos departamentos universitários brasileiros, os únicos funcionários permanentes são os professores e alguns técnicos de nível médio e superior. Não há profissionais de pesquisa com estabilidade que dêem continuidade aos trabalhos iniciados por estudantes.

Num laboratório de país desenvolvido, o professor responsável freqüentemente se cerca de, digamos, um professor júnior, um ou dois pesquisadores sêniores, e mais um ou dois especialistas. São gente com doutorado, mas que não tem, e não quer ter por não ter perfil ou vontade, o próprio laboratório, mas que garantem que todas as linhas de pesquisa se mantenham caminhando. Eles têm estabilidade, aposentadoria, benefícios e um bom salário, e por vezes desempenham tarefas docentes, mas sua dedicação quase exclusiva é ao laboratório. Conforme novos estudantes e pós-doutorandos chegam, eles assumem parte das linhas de pesquisa existentes, ou iniciam abordagens novas, mas o time permanente garante que nada que valha a pena se perca quando esses alunos se vão.

No Brasil, esses profissionais altamente qualificados não existem. O departamento é composto só de caciques, e se abrem concursos apenas para novos caciques. E os índios entram e saem, metarmofoses ambulantes, e as linhas de pesquisa nascem e morrem com eles.

O departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília, um dos mais fortes do Brasil em pesquisa de microorganismos, tem quarenta professores, cada um com seu próprio grupo de pesquisa, e nenhum cientista sênior ou pesquisador com dedicação exclusiva aos laboratórios. Nos Estados Unidos, um departamento pode até ter menos professores, mas contará com igual quantidade daquele segundo grupo de profissionais.

É por isso que, conquanto o Brasil publique quase doze mil artigos por ano, o fator de impacto (medida da relevância científica pelo número de citações) das publicações em que esses artigos saem (pelo menos em ciências da vida) é invariavelmente baixo: os artigos refletem normalmente o resultado de quatro anos de pesquisa, pouco mais ou menos, e cada um é um broto novo. Num país desenvolvido, os artigos são publicados em revistas como “Science” ou “Nature” porque envolvem o esforço concertado de muitos estudantes e profissionais dedicados por seis, sete anos.

Embora o dinheiro seja ainda um problema, melhorar a arquitetura dos departamentos com a criação de cargos exclusivamente de pesquisa, além de aumentar MUITO a densidade demográfica de profissionais pesquisadores (os EUA têm uma população de dois milhões de cientistas) já seria um grande avanço.

viaEditar comentários ‹ Luis Nassif — WordPress.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria

Originalmente publicado em : http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/24/o-problema-das-pesquisas-no-brasil/#more-45910

 



Escrito por johnaraujo às 23h41
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Don´t Sleep, There are Sankes

Depois de ficar fora, merecidas férias, volto ao blog.

Recebi de presente um livro maravilhoso,  tenho que dividir com vocês, isto é só o começo

Daniel Everett came to the Pirahã as a Christian missionary. Thirty years later, he left an atheist. The indigenous Brazilian tribe had no need for his Jesus, just as they had no need for numbers, colors, rituals, sound sleep, daily meals, permanent shelter, the concept of God or stories about things that happened in the past. The 350-member tribe (whose name is pronounced pee-da-HAN) is one of the last remaining hunter-gatherer cultures in the Amazon. Although they have had contact with the Western world since 1714, their customs have remained remarkably unchanged. Don't Sleep, There Are Snakes is a story of language and faith along the sweeping banks of the Maici River, with a little malaria thrown in to keep things interesting.
O relato dele está mudando minha vida ...o mais interessante é que isto ocorre agora, quando eu voltei de uma visita turistica a amazonia ,,,,,


Read more: http://www.time.com/time/arts/article/0,8599,1859528,00.html#ixzz0dfgIigh8



Escrito por johnaraujo às 21h57
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por um Brasil literário

 


 

 

 

 

 

Belo Horizonte, 16 de dezembro de 2009

John,

Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências,  atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença [WINDOWS-1252?]– e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.

A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um [WINDOWS-1252?]– homens e mulheres [WINDOWS-1252?]– é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".

John, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino. Por ser assim, John, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.

Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças, despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.

Quando pensamos, John, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.

John, o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la? 

Com meu abraço, sempre, Bartolomeu

 



Escrito por johnaraujo às 13h15
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Todos Pela Educação

O Brasil só será verdadeiramente independente quando todos seus cidadãos tiverem uma Educação de qualidade. Partindo dessa idéia, representantes da sociedade civil, educadores, organizações sociais, iniciativa privada e gestores públicos de Educação se uniram no Todos Pela Educação: um movimento que tem como objetivo contribuir para que o País consiga garantir Educação de qualidade para todos os brasileiros. 

O Todos Pela Educação não é um projeto de uma organização específica, mas sim um projeto de Nação. É uma união de esforços, em que cada cidadão ou instituição é co-responsável e se mobiliza, em sua área de atuação, para que todas as crianças e jovens tenham acesso a uma Educação de qualidade. 

A atuação do movimento inclui o monitoramento da Educação, por meio do acompanhamento de suas 5 Metas e da divulgação de pesquisas, dados e informações relacionadas ao tema, a maior e melhor inserção da Educação na mídia, a articulação, o fomento ao debate e a mobilização da sociedade. 

Para alcançar a Educação que o Brasil precisa, foram definidas 5 Metas específicas, simples, compreensíveis e focadas em resultados mensuráveis, que devem ser alcançadas até 7 de setembro de 2022: 

Meta 1. Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola. 
Meta 2. Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos. 
Meta 3. Todo aluno com aprendizado adequado à sua série. 
Meta 4. Todo jovem com o Ensino Médio concluído até os 19 anos. 
Meta 5. Investimento em Educação ampliado e bem gerido.
 

As Metas, acompanhadas constantemente, servirão como direcionamento para que todos os brasileiros participem e cobrem melhorias na Educação. 

Vencer o desafio educacional brasileiro passa pelo compromisso e pela ação de todos e de cada um. Só assim, em 2022, poderemos comemorar não só nossa independência como País, mas também nossa independência como Nação. 

Visite o site http://www.todospelaeducacao.org.br/



Escrito por johnaraujo às 21h57
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Retinopatia diabética e Relógio Biológico

Um dos problemas para que tem diabetes é perda gradual da visão. Isto ocorre porque nos pacientes com diabetes há lesões nos vasos sanguíneos da retina e nas fibras nervosas. A questão principal era saber porque isto ocorre, pois sabendo quais são as etapas fundamentais deste processo de lesão da retina, poderíamos intervir em deles e desta forma parar ou retardar a degeneração na retina e conseqüentemente a cegueira no diabetes.

Agora uma nova pesquisa mostra que a degeneração retiniana no diabetes está relacionada com a disfunção do sistema circadiano. Uma pesquisa recentemente publicada, mostrou que inicialmente temos as alterações de glicose no sangue, mas um fato importante e fundamental, é a alteração na ritmicidade circadiana em nível retiniano, que provoca uma enfraquecimento e redução no fluxo de células endoteliais progenitoras (CEP) que são fundamentais para a proteção vascular e neural na retina. Está perda da função das CEP promove a degeneração retiniana. Com este trabalho fica definido uma etapa chave no processo de degeneração retiniana no diabetes, e agora é desenvolver procedimentos que reduzam as alterações circadianas.

Bem, muito nós já sabemos sobre a ritmicidade circadiana. O que me assusta aqui é saber que na universidade em que eu sou professor, no meu departamento, não respeitem os ritmos biológicos. É, santo de casa não faz milagre … mas esclarece a população.

Referencia do artigo:

 

Busik et al. Diabetic retinopathy is associated with bone marrow neuropathy and a depressed peripheral clock . The Journal of Experimental Medicine,Published online. doi:10.1084/jem.20090889

http://intl-jem.rupress.org/cgi/content/abstract/jem.20090889v1



Escrito por johnaraujo às 23h59
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