Blog de johnaraujo


14/03/2012


Dia da Poesia

Parabéns Poeta

 

felicidade à quem vive da palavra

e procura nesta vida e cava

todo este ser mundo,

encontrando em seu fundo

razões do viver

reflexões do ser

 

felicidades ao pássaro que canta para nós

                                                    A BELEZA

 

da mulher colhendo flores

e sua íntima pureza

feita de amores.

 

felicidades para nós, homens loucos,

que vivem por amor e compoucos

prazeres de ter,

gostando de ser

e vendo sempre em nosso voo

a casa da fantasia

onde tudo é pouco

tudo alegria,

diferenciando este corpo

da selva humana nascida

de homens, da mulher, da vida.

 

quem sois?

eles somos vidas belas

pintados no chão em aquarelas

que vão ao coração feliz

da criança, do bicho que diz:

sou filho da terra,

sou cantador,

sou feito de amor,

somos poetas.

 

John Araujo

 

PS: Este poema faz parte da antologia POESIA, uma utopia subterranea, escrito como o pseudonimo de Jean Freuderich 

Escrito por johnaraujo às 09h07
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08/03/2012


Homenagem as minhs mulheres

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Mulheres

 sopra um vento

de todos os continentes

sopra a américa

e brisa uma beleza no ar

 

surgiu na igualdade

primitiva na liberdade

da índia a libertação

ao todo

hoje ainda escravidão

 

cadê a fábrica?

cadê as mulheres?

foram queimadas.

lembrar isto hoje

é aceitar que repita

lutar contra isto hoje

é acreditar nas mulheres

 

Cadê vocês?

hoje estaremos nas ruas,

hoje lembraremos a luta,

hoje continuaremos a vida

para homens e mulheres

com amor, vida e paixão

conquistemos a libertação

 

John Araujo

 

John Araujo

Criar seu atalho

Escrito por johnaraujo às 00h34
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19/10/2010


Sou ateia e sinto-me discriminada. Pronto, falei.

Pouco importa o que Dilma e Serra de fato pensam sobre aborto. Em campanha, eles dirão o que o povo brasileiro deseja ouvir - e não os culpo nem um pouco por isso. Se o que o povo deseja ouvir é que o(a) futuro(a) chefe de nosso Estado teoricamente laico é temente a Deus e aos valores das religiões católica e evangélica, assim será. Por quê? Porque, no nosso país, ser ateu é feio. Ateus não são confiáveis. Ateus não podem ser chefes de Estado nem devem confessar em cadeia nacional sua não-crença, como minha mãe bem me advertiu lá no começo da minha carreira de declarações públicas ("Olha o Fernando Henrique, até ele passou a falar em Deus!").

Segui o conselho de minha mãe por dez anos, resignada e crendo que, de fato, pouco deveria importar para os outros se eu pessoalmente acreditava ou não em Deus ou seguia alguma religião em particular. Mas agora, irritada ao ver os jornais e as campanhas políticas dominadas pelo discurso religioso, resolvi que não me calo mais: sou ateia, sinto-me discriminada por causa de minha crença na não-existência de um Deus (nem de vários), e agora vou fazer ativamente campanha em prol do respeito à não-crença.

Crenças são produto do cérebro: modelos internos que criamos para explicar acontecimentos sistemáticos, não importa se baseados em evidências ou não, dentro dos quais nossos valores e experiências de vida se encaixam, e que nos ajudam não só a explicar eventos quanto a predizê-los, o que por sua vez ajuda a orientar nossas ações. Pessoas diferentes creem na bondade dos homens (ou na sua maldade intrínseca), na pureza das crianças, em guardar dinheiro na poupança, creem no governo, em educar-se muito e sempre ou em fazer o bem ao próximo.

A crença em Deus, em particular, resolve muitas questões de uma vez só: para começar, todas aquelas em que não conseguimos identificar um agente responsável pelos acontecimentos. A colheita foi boa? Deus quis. Foi péssima? Obra Dele, também, por algum de seus desígnios. Surgiu um câncer? Desapareceu sozinho? Nossos olhos e ouvidos internos são estruturas complexas e aparentemente improváveis? Obra de Deus.

Uma alternativa é aceitar que cânceres, dilúvios, seres altamente complexos e tantas outras coisas simplesmente acontecem, sem um Agente identificável. São obra do Acaso, ou da Natureza, ou de algum outro agente ainda não identificado. Para mim e meus colegas ateus (ou agnósticos: não vejo diferença prática entre uns e outros, assim como não vejo diferença entre crer na inexistência de Deus ou não crer na Sua existência), essa é nossa crença. A crença em um Ser superior, portanto, é tão boa quanto qualquer outra crença, posto que são crenças, justamente: nem melhor, nem pior.

E no entanto, não temos liberdade para dizer que não cremos em Deus, ou que acreditamos em debates (sobre o aborto ou o casamento gay, por exemplo) que NÃO envolvam a religião. É devido à imposição de Deus, crença aparentemente compulsória nesse país, que tem-se o nojo que anda o jornal O Globo e, nojo dos nojos que deixou minha ínsula absolutamente revoltada, a revista Veja da semana passada (digo isso somente agora, tarde demais para que meu repúdio gere curiosidade e os ajude a vender exemplares).

Pois cansei de ser discriminada. Quero ter direito à liberdade de exercer minha não-religiosidade e a não ser considerada pior do que os religiosos por não crer em Deus. Defendo os direitos dos religiosos de curtirem suas crenças em paz, e acho o máximo conhecer a cultura, os valores e as particularidades de judeus, muçulmanos e tantos outros - mas está na hora de os não-religiosos também terem a sua não-crença respeitada.

E respeito começa pela não-imposição de valores. Assim como não desejo que todos os brasileiros abandonem suas crenças particulares, repudio ardentemente a imposição de valores católicos ou evangélicos ou de qualquer outra religião à política e aos meus direitos civis. Quero um Estado laico de fato: que respeite a diversidade de crenças, incluindo aquela na inexistência de Deus, e não tome decisões pautadas por religião alguma. Não acredito em Deus, mas acredito no ser humano, acredito em fazer o bem, e acredito que nossa liberdade tem que ter limite onde nossas crenças e ações começam a interferir na liberdade dos outros.

E a partir de agora, podem ter certeza que vou responder com todas as letras toda vem que me perguntarem, em cadeia pública ou em particular: sou ateia. Não acho necessário invocar um Deus criador, onipresente e onisciente para explicar o mundo, nós mesmos ou nossas ações, não acredito que ele exista, e creio que ele de fato não existe. Faço o bem porque acredito em fazer o bem e acredito nas pessoas, e não por temor a um Deus. E não acho que eu seja uma pessoa pior porque minha vida é pautada em valores que não incluem um Deus. Pronto. Assim vou fazer minha parte pela liberdade de expressão religiosa *e* não-religiosa. Inclusive porque, como Fernando Pessoa bem escreveu, não ter Deus é um Deus também...

Texto retirado do Blog da Suzana Heculano

http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2010/10/17/sou-ateia-e-sinto-me-discriminada-pronto-falei.html

Escrito por johnaraujo às 21h23
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06/10/2010


Dois pesos ...
 
Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo
 
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".
Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos. 

Escrito por johnaraujo às 10h54
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30/09/2010


Miguel Nicolelis é agraciado novamente nos EUA e investirá no estudo do Parkinson

Fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINNELS) e professor da Universidade Duke, nos EUA, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis ganhou mais um prêmio. Desta vez, cerca de US$ 4 milhões para pesquisa clínica no tratamento do Parkinson, mal que não tem cura e afeta pelo menos 1% da população mundial, sendo 200 mil no Brasil.

 

Nicolelis recebeu o prêmio do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) e vai usá-lo para avançar no desenvolvimento de dispositivos que melhorem a habilidade motora dos pacientes.

 

Há dois meses, Nicolelis havia recebido, também do NIH, US$ 2,5 milhões para estudos da interface cérebromáquina. Ele foi o primeiro brasileiro agraciado e entrou seleta lista de 81 cientistas com o Pioneer Award.

 

Agora com o prêmio Director's Transformative R01 Award ele quer acelerar suas pesquisas sobre Parkinson - que se caracteriza pela disfunção ou morte dos neurônios produtores de dopamina - e algumas formas de paralisia. A causa do mal é indefinida, mas se sabe que há um componente genético.

 

A doença causa tremores, principalmente nas mãos; lentidão de movimentos; dificuldade de caminhar; perda de equilíbrio e rigidez muscular.

 

Nicolelis imagina que poderá usar um dispositivo similar a um estimulador na medula espinhal para tratar a dor crônica.

 

- A estimulação na coluna dorsal é fácil de usar, muito menos invasiva que outras opções à medicação, como a estimulação cerebral profunda do cérebro, e tem potencial de uso amplo em associação com drogas já receitadas contra o Parkinson - diz. - Há grande número de brasileiros com Parkinson e muitos sem diagnóstico.

 

Na sua opinião, esse é um problema devastador.

 

- O tratamento do Parkinson é muito caro, principalmente na fase final - diz o cientista, que em 2011 vai inaugurar o maior centro de pesquisa do cérebro do mundo, com a ampliação do campus do IINNELS. - Teremos grande população de idosos e quero fazer boa parte dos estudos clínicos no Brasil.

 

Ele se disse surpreso com mais um prêmio do NIH.

 

- Nem sonhava com isso, porque ele é destinado à pesquisa clínica, que pode levar a tratamentos. Na lista de ganhadores, somos o único grupo de neurociências - diz Nicolelis, um nome sempre lembrado para o Prêmio Nobel.

 

Nos últimos 20 anos, ele pesquisa os sistemas que permitem ao cérebro de mamíferos produzir comportamentos sensoriais, motores e cognitivos. E já demonstrou que humanos e outros primatas podem usar a atividade elétrica de seus cérebros para controlar equipamentos artificiais e complexos, como próteses.

 

Nas paralisias, uma das pesquisas de Nicolelis é com avatares. Por meio do cérebro, ele acredita que será possível controlar uma veste robótica para realizar movimentos.

 

E um de seus objetivos é atrair ao Brasil grupos privados interessados em investir em tecnologia.

 

- O setor privado nos EUA investe o dobro do setor público em tecnologias. Precisamos avançar nesse aspecto - afirma Nicolelis.

 

O NIH reconhece projetos inovadores e "originais com potencial de impacto extraordinário, abordando tanto a ciência básica ou desafios". E distribuirá US$ 64 milhões em cinco anos para 20 grupos.

(Antonio Marinho)

(O Globo, 30/9)

 

Parabens Miguel, você merece.

John

Escrito por johnaraujo às 22h06
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21/09/2010


Hoje, dia 21 de setembro é o Dia Mundial de Alzheimer.

Então, ai vai um texto ensinando como evitá-lo ....

 

 

Você é daqueles que costuma fazer baberagem no transito? Se sua resposta for sim, cuidado, pois você tem mais risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

O motivo disto é obvio, simples e cientificamente explicável.

Afinal, dirigir é um ato coletivo, ou seja, significa que você precisa está com os seus sentidos em alerta para o que você está fazendo, e para o que os outros também estão fazendo. Muito mais que isto, você precisa usar o seu cérebro para prever o quais sãos as manobras que os outros vão fazer.

Além disso, você precisa aprender um conjunto de regras, compreender porque elas existem. Ou seja, enquanto você está dirigindo seu cérebro precisa está processando todas estas informações.

Mas o que faz aqueles que dirigem fazendo baberagens e atrapalhando o transito? Alguns não aprenderam as regras do transito, mas a maioria dirige mal por que não pensam, não querem entender que o transito é uma atividade coletiva e que o ato de dirigir é simplesmente pisar no acelerador. Na verdade, os motoristas babeiros simplesmente não pensam no transito, ou seja, não colocam o seu cérebro para trabalhar. Dirigir ruim é uma preguiça mental. Ai é que entra o mal de Alzheimer. Afinal, todas as pesquisas até agora realizadas, mostram que o único fator que está relacionado com a prevenção do Mal de Alzheimer é o “exercício cerebral”. Isto não significa que os intelectuais não possam ter Mal Alzheimer, mas que a incidência da doença é menor ou quando aparece é mais tardia ou mais branda.

Isto tudo está relacionado a um paradigma da neurociência atual, para o cérebro o paradigma é “Use-o ou perda-o”.

Estou tão convencido disto que vou propor ao governo colocar placas nas ruas com a seguinte informação: “Dirigir ruim faz mal a saúde. A Ciência adverte”

 

John Araujo

 

Escrito por johnaraujo às 12h10
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